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Glutamina e Arginina na Mucosite Oral

30 de julho de 2026

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ICosmetologia

Auxiliam na Redução da Gravidade dessa Condição

Aminoácidos & Oncologia

Glutamina e Arginina na Mucosite Oral: auxiliam na redução da gravidade dessa condição

A mucosite oral induzida por radiação é reconhecida como uma complicação frequente e grave entre pacientes com câncer de cabeça e pescoço submetidos à radioterapia (RT). Manifesta-se como dano aos tecidos saudáveis, especificamente inflamação e/ou ulceração da mucosa oral, afetando mais de 80% dos pacientes submetidos à radioterapia — uma condição que precisa ser tratada para não comprometer o tratamento e a qualidade de vida dos pacientes.

Mecanismo de Ação

Como a glutamina e a arginina atuam na mucosa oral

As qualidades imunomoduladoras, anti-inflamatórias e reparadoras de tecidos de terapias à base de aminoácidos — em particular L-arginina e L-glutamina — têm despertado interesse crescente. Enquanto a glutamina mantém a integridade da barreira mucosa e as respostas imunológicas, particularmente em situações estressantes como a radioterapia, a arginina aumenta a síntese de óxido nítrico (NO) e estimula a atividade dos fibroblastos, a formação de colágeno e a cicatrização de feridas.

80%

Dos pacientes em radioterapia de cabeça e pescoço desenvolvem mucosite oral

A glutamina é predominantemente armazenada nos músculos e regulada pelo fígado, sendo crucial para a manutenção da barreira mucosa do trato gastrointestinal e para a proteção contra infecções. A arginina, por sua vez, é metabolizada por enzimas como a óxido nítrico sintase (NOS) e a arginase, contribuindo para a síntese de moléculas bioativas como NO, prolina, creatina e poliaminas — com papel relevante na redução da inflamação intestinal e do estresse oxidativo.

A maltodextrina, embora sem propriedades anti-inflamatórias diretas, sustenta a ingestão calórica durante o tratamento e, combinada aos aminoácidos, pode melhorar a tolerância e a absorção pela mucosa.

Evidência Clínica

Estudo comprova: duas opções eficazes no tratamento

Publicado no periódico Journal of Cancer Research and Clinical Oncology, o estudo avaliou a eficácia de L-arginina vs. L-glutamina no tratamento da mucosite oral induzida por radiação, comparando-as a um grupo controle de maltodextrina, com avaliações nas semanas 2, 5 e 7 de radioterapia.

3x/dia

Administração 30 minutos antes das refeições, da 2ª à 7ª semana de radioterapia

Gravidade e Dor

Menor gravidade da mucosite e da dor

Na semana 5, os grupos L-arginina e L-glutamina exibiram menor gravidade de mucosite (escala OMS, p<0,001) e menor dor (escala VAS) do que o grupo maltodextrina nas semanas 5 e 7.

Peso e Qualidade de Vida

IMC estável e melhor qualidade de vida

Ambos os aminoácidos impediram o declínio do IMC observado no grupo maltodextrina na semana 7, além de melhorar significativamente os escores do questionário OHIP-14.

L-Arginina

Maior proporção de cura completa na 7ª semana

Embora sem diferença estatística entre os grupos, uma proporção maior de pacientes com L-arginina alcançou cura completa, sugerindo um potencial benefício tardio.

Conclusão: tanto a L-arginina quanto a L-glutamina reduziram significativamente a gravidade, a dor e a perda de peso da mucosite oral induzida pela radiação, além de melhorar a qualidade de vida — corroborando o uso de ambos os aminoácidos como opções viáveis para o manejo dos sintomas durante a radioterapia.

Formulação Complementar

Curcumina na prevenção da mucosite oral

Uma revisão conduzida por Zhang et al. (2021) buscou evidências dos efeitos da curcumina na prevenção e tratamento da mucosite oral em pacientes com câncer de cabeça e pescoço sob quimio ou radioterapia, reunindo seis estudos clínicos randomizados em bases como PubMed, Embase e Cochrane Library.

266

Pacientes avaliados em 6 estudos clínicos randomizados

A dose média de curcumina utilizada nos estudos foi de 500 mg três vezes ao dia. Quando usada preventivamente, a curcumina não diminuiu a incidência geral de mucosite oral, mas sua suplementação reduziu significativamente a incidência de casos severos da condição.

Referências Bibliográficas

Hassanein FEA, Mikhail C, Elkot S, Abou-Bakr A. L-arginine vs. L-glutamine oral suspensions for radiation-induced oral mucositis: a triple-blind randomized trial. J Cancer Res Clin Oncol. 2025 Jul 3;151(7):198.

Minervini G, Franco R, Marrapodi MM, Fiorillo L, Badnjevic A, Cervino G, Cicciù M. Probiotics in the Treatment of Radiotherapy-Induced Oral Mucositis: Systematic Review with Meta-Analysis. Pharmaceuticals (Basel). 2023 Apr 27;16(5):654.

Feng J, Gao M, Zhao C, Yang J, Gao H, Lu X, Ju R, Zhang X, Zhang Y. Oral Administration of Probiotics Reduces Chemotherapy-Induced Diarrhea and Oral Mucositis: A Systematic Review and Meta-Analysis. Front Nutr. 2022 Feb 28;9:823288.

Zhang L. et al. Prophylactic and Therapeutic Effects of Curcumin on Treatment-Induced Oral Mucositis in Patients with Head and Neck Cancer: A Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials. Nutr Cancer. 2021;73(5):740-749.

Elyasi S. et al. Administration on Prevention of Radiotherapy Induced Mucositis: A Randomized, Double-Blinded, Placebo-Controlled Clinical Trial. Phytother Res. 2016 Nov;30(11):1879-1885.

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