09 de janeiro de 2026
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ICosmetologia
O tema de hoje é fundamental e sempre
gera muita dúvida (e polêmica!) nas minhas aulas e cursos: a reaplicação e a
quantidade correta de protetor solar.
Acabei de ler um artigo de revisão super interessante publicado agora em dezembro de 2025 no Australian Journal of General Practice (AJGP) e senti que precisava trazer esses insights para vocês. O estudo reforça algo que eu sempre digo: não adianta ter o melhor dermocosmético do mundo se o paciente não souber usar!
O Problema da Quantidade O artigo destaca
que a educação sobre fotoproteção ainda é insuficiente. A maioria das pessoas
aplica muito menos do que a quantidade usada nos testes de FPS (que é de 2
mg/cm²). Resultado? A proteção cai drasticamente, aumentando o risco não só de
câncer de pele, mas também de melasma, fotoenvelhecimento e ainda acaba
piorando várias doenças de pele.
Meu artigo publicado em 2019 mostra isso
também comparando diferentes formas de protetor solar.
Filtros Físicos x Químicos: Qual
escolher? O
estudo faz uma distinção clara que nós profissionais da saúde conhecemos
bem, mas eu discordo levemente, pois os filtros minerais também podem atuar por
absorção.
·
Filtros Químicos (Orgânicos): Absorvem a
radiação UV e a transformam em calor. Precisam ser aplicados 20 minutos
antes da exposição para serem absorvidos pelo estrato córneo.
·
Filtros Minerais (Inorgânicos/Físicos): Como o óxido
de zinco e dióxido de titânio. Refletem e dispersam a luz. São ótimos para
peles sensíveis (como rosácea), mas podem sair mais fácil com o suor ou atrito.
A Importância dos Óxidos de Ferro Para quem trata melasma, esse ponto é crucial! O artigo reforça que protetores com cor (que contêm óxidos de ferro) oferecem uma proteção superior contra a Luz Visível, que é uma grande vilã na pigmentação da pele, especialmente em fototipos mais altos. Essa parte adorei!
Regra da Colher de Chá (Teaspoon Rule) Para garantir a eficácia, precisamos orientar a quantidade correta. O estudo sugere a "regra da colher de chá" ou a regra dos "dois dedos" (indicador e médio) para garantir a cobertura adequada.
·
Reaplicação: A cada 2 horas em exposição
direta, ou imediatamente após nadar ou suar excessivamente. Lembrem-se: filtros
químicos se degradam com o sol, e filtros físicos saem com o atrito! ??opa! concordo em relação a nadar e esportes, mas
faltou falar que muitos protetores tem mais que 8 horas de proteção.
Recomendo a leitura! É sempre bom
termos embasamento científico para orientar nossos pacientes e formular
produtos cada vez melhores.
Um abraço,
Lucas Portilho Farmacêutico e
Especialista em Cosmetologia
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