20 de fevereiro de 2026
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ICosmetologia
O artigo que sugiro leitura hoje é uma revisão super atualizada (publicada em
2025!) sobre os mecanismos de ação envolvidos na patogênese da Alopecia
Androgenética (AGA) e como podemos usar esse conhecimento para otimizar os
tratamentos.
Sabemos que a AGA é a forma mais comum de calvície,
afetando homens e mulheres, caracterizada pela miniaturização progressiva do
folículo piloso. Mas o que este estudo traz de interessante é o foco na terapia
combinada.
Os autores destacam que a fisiopatologia da AGA não
se resume apenas à ação dos andrógenos (como o DHT). Existem diversos fatores
envolvidos, como fatores de crescimento (IGF-1, VEGF), a via Wnt/ß-catenina e
até canais de cálcio/potássio.
O artigo revisa os tratamentos clássicos aprovados
pelo FDA:
·
Minoxidil: Age abrindo canais de potássio,
aumentando o VEGF (fator de crescimento endotelial vascular) e estimulando a
vascularização da papila dérmica.
·
Finasterida: Inibe a enzima 5a-redutase,
reduzindo a conversão de testosterona em DHT.
Mas gostei muito deste trabalho devido a citação de
novos ativos e, principalmente, das combinações. Eles citam, por exemplo, o Latanoprosta (um
análogo de prostaglandina F2a), que aumenta a fase anágena e estimula a
melanogênese.
O destaque vai para um estudo clínico citado na
revisão que utilizou um produto tópico chamado TH07, uma combinação de Minoxidil
5%, Finasterida 0.1% e Latanoprosta 0.03%. O resultado? 52% dos pacientes
apresentaram um crescimento denso de cabelo e 30% um crescimento moderado,
superando os resultados das monoterapias. Isso reforça minha hipótese de que
atacar a alopecia por múltiplas vias (anti-androgênica + estímulo de
crescimento + vascularização) é o caminho mais promissor.
Além disso, o artigo menciona o microagulhamento
como uma técnica que induz a superexpressão de VEGF e ß-catenina,
potencializando o efeito de ativos tópicos como o minoxidil.
Fica a dica: a monoterapia pode não ser suficiente
para todos os pacientes. A associação inteligente de ativos que agem em
diferentes mecanismos da doença parece ser a chave para resultados mais
robustos e seguros.
Vale a leitura!
Abraços,
Lucas Portilho
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