Estudo clínico randomizado
Peptídeos de colágeno e ornitina na melhora das condições da pele
A aparência da pele é influenciada pela nutrição, por fatores endógenos e por exposições ambientais, como produtos químicos, tabagismo e radiação ultravioleta. Neste contexto, os peptídeos de colágeno atuam como fonte de aminoácidos para a formação de fibras de colágeno e elastina, além de favorecer a produção endógena de novo colágeno, elastina e ácido hialurônico.
Base fisiológica
Relação entre hormônio do crescimento, IGF-1 e envelhecimento cutâneo
O hormônio do crescimento é um hormônio peptídeo secretado pela glândula pituitária. Na pele, sua deficiência severa está associada ao envelhecimento precoce, com efeitos indiretos mediados pelo fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1, o IGF-1.
Como a secreção do hormônio do crescimento diminui com o envelhecimento, estudos anteriores sugerem que parte das alterações cutâneas relacionadas à idade pode estar associada à redução dos níveis de hormônio do crescimento e do IGF-1.
Com base nesse racional, levantou-se a hipótese de que o aumento dos níveis de hormônio do crescimento e/ou de IGF-1 poderia contribuir para melhorar condições da pele associadas ao envelhecimento.
Desenho do estudo
Ensaio randomizado, duplo-cego e controlado por placebo
O estudo foi conduzido para avaliar os efeitos da suplementação com peptídeos de colágeno e ornitina na melhora das condições da pele, considerando como possíveis mediadores o hormônio do crescimento plasmático e o IGF-1.
Objetivo
Avaliar resposta cutânea
Investigar se a intervenção poderia melhorar marcadores de condição da pele, incluindo perda de água transepidermal e elasticidade cutânea.
Mecanismo observado
Verificar eixo hormonal
Analisar se os efeitos estariam associados a alterações nos níveis plasmáticos de hormônio do crescimento e de IGF-1.
Resultados
Principais achados após oito semanas
Redução da perda de água transepidermal
Função de barreira
A perda de água transepidermal reduziu de forma significativa no grupo 1 em comparação ao grupo 2, indicando melhora mais favorável da barreira cutânea no grupo suplementado.
Aumento da elasticidade no grupo 1
Elasticidade cutânea
Após oito semanas, o grupo 1 apresentou aumento da elasticidade da pele, passando de 0,766 ± 0,07 no início do estudo para 0,784 ± 0,07. No grupo 2, houve queda significativa, de 0,818 ± 0,05 para 0,779 ± 0,06.
Diferença nos níveis plasmáticos de hormônio do crescimento
Resposta endócrina
Foi observada diferença nos níveis plasmáticos do hormônio do crescimento no grupo 1 quando comparado ao grupo 2, reforçando a hipótese de participação hormonal na resposta da pele.
Aumento estatisticamente significativo de IGF-1
Marcador biológico
Houve aumento estatisticamente significativo nos níveis de IGF-1 apenas no grupo 1, sugerindo que a suplementação pode ter contribuído para a melhora das condições da pele por meio desse eixo fisiológico.
Conclusão
Possível aplicação na melhora das condições da pele
Em síntese, os resultados sugerem uma possibilidade de uso de peptídeos de colágeno e ornitina para melhorar as condições da pele, com associação ao aumento dos níveis plasmáticos de IGF-1.