17 de julho de 2026
|
ICosmetologia
Artigo Científico
Auxilia no Tratamento e Prevenção da Miniaturização Capilar
As proteínas colagênicas são as mais abundantes do organismo, compreendendo cerca de 25% a 30% de toda a proteína corporal. Já foram identificados 28 tipos distintos de colágeno, classificados em grupos de acordo com sua estrutura e função — e é justamente sobre um desses grupos, os colágenos transmembrana, que a ciência tem voltado sua atenção mais recentemente para o combate à queda de cabelo.
Neste artigo você vai entender como a tecnologia RECOL® HAIR repõe seletivamente o Colágeno Tipo XVII no couro cabeludo, o que os estudos de permeação comprovam sobre sua eficácia, e como o Androtase™ complementa esse cuidado com efeitos finasterida-like no manejo da alopecia androgenética.
|
29 Tipos de Colágeno Conhecidos |
46 Cadeias Alfa Polipeptídicas |
161,84% Aumento de Colágeno XVII |
Entender a diferença entre os tipos de colágeno é o primeiro passo para compreender por que uma reposição "genérica" não resolve todos os casos de queda capilar. Cada tipo de colágeno tem uma função estrutural específica — e é essa especificidade que a nova geração de colágenos recombinantes veio explorar.
A molécula de colágeno é formada pela reunião helicoidal de três cadeias alfa polipeptídicas, ricas nos aminoácidos glicina, prolina, hidroxiprolina e hidroxilisina. Há cerca de 46 tipos diferentes de cadeias alfa, que se combinam de maneiras distintas para formar os 29 tipos de colágeno já identificados.
Essas moléculas se distribuem em grupos definidos de acordo com as homologias estruturais de seus domínios e as interrelações entre si — as chamadas associações supra estruturais. Isso significa que, na prática, cada tipo de colágeno costuma se associar a outro tipo específico dentro da matriz extracelular (MEC), formando redes de sustentação com funções muito particulares.
Com os avanços da tecnologia recombinante de obtenção de colágenos, tornou-se possível repor seletivamente o tipo de colágeno responsável por promover crescimento e sustentação capilar, de forma personalizada. É exatamente essa a proposta do RECOL® HAIR: uma geração de colágenos recombinantes desenvolvida para tratar seletivamente a perda de colágeno do couro cabeludo e dos folículos.
Diferentemente de precursores anteriores, a tecnologia RECOL® agrega o eixo essencial do colágeno que dá origem ao bioestímulo — ou seja, não entrega apenas "matéria-prima", mas o fragmento funcional que efetivamente sinaliza crescimento e sustentação. RECOL® HAIR é composto pela fração ativa (domínio) do colágeno Tipo XVII em solução peptídica de elevada biodisponibilidade.
O "afinamento" dos cabelos, tecnicamente conhecido como miniaturização, é uma sintomatologia que antecede a alopecia androgenética — e também está presente nos processos de envelhecimento fisiológico dos folículos. Além do envolvimento de hormônios sexuais, especialmente a Di-hidrotestosterona (DHT), está comprovada a influência do Colágeno Tipo XVII no controle desse processo, tornando-o uma estratégia relevante para o tratamento do principal tipo de alopecia.
A comprovação de permeação cutânea do RECOL® HAIR foi realizada por meio de um histograma de Intensidade Fluorescente, técnica em que o ativo é marcado por um radioisótopo e sua difusão pela pele é acompanhada ao longo do tempo. Passado um período determinado, o teor total de Colágeno Tipo XVII foi mensurado nas biópsias de pele tratadas.
Enquanto o RECOL® HAIR atua repondo a estrutura de ancoragem do folículo, o Androtase™ trabalha em outra frente: a hormonal. Trata-se de um nutracêutico do pólen de Secale cereale, Phleum pratense, Zea mays e da casca do Pinus pinaster, padronizado em ß-Sitosterol (>50%). Esse marcador atua como um inibidor da enzima 5-alfa-redutase, responsável por converter a testosterona em di-hidrotestosterona (DHT) — o principal hormônio associado à alopecia androgenética.
Por essa razão, o Androtase™ é indicado para melhorar os sinais e sintomas clássicos do hiperandrogenismo, tanto em homens quanto em mulheres, além de atuar no gerenciamento da alopecia de forma complementar.
A combinação entre RECOL® HAIR e Androtase™ ilustra bem como a cosmetologia atual trabalha em duas frentes complementares no combate à alopecia androgenética: de um lado, a reposição estrutural e seletiva do Colágeno Tipo XVII, que ancora o folículo e sustenta o crescimento capilar; de outro, o controle hormonal da conversão de testosterona em DHT, principal gatilho da miniaturização. Compreender esses dois mecanismos é essencial para embasar cientificamente protocolos de tratamento mais completos e personalizados.
Referências Bibliográficas
Davison-Kotler, E., Marshall, W. S., García-Gareta, E. Sources of collagen for biomaterials in skin wound healing. Bioengineering 6(3), 56. doi:10.3390/bioengineering6030056, 2019.
Natsuga K, Watanabe M, Nishie W, Shimizu H. Life before and beyond blistering: The role of collagen XVII in epidermal physiology. Department of Dermatology, Hokkaido University Graduate School of Medicine, Sapporo, Japan.
Cao L, Zhang Z, Yuan D, Yu M, Min J. Tissue engineering applications of recombinant human collagen: a review of recent progress. Department of Plastic Surgery, Zhejiang Rongjun Hospital, Jiaxing, China; General Surgery Department, Jiaxing No.1 Hospital, Jiaxing, China.
Suchonwanit P, et al. A randomized, double-blind controlled study of the efficacy and safety of topical solution of 0.25% finasteride admixed with 3% minoxidil vs. 3% minoxidil solution in the treatment of male androgenetic alopecia. J Eur Acad Dermatol Venereol. 2018 Dec;32(12):2257-2263.
Mostafa D. Efficacy of Cetirizine 1% Versus Minoxidil 5% Topical Solution in the Treatment of Male Alopecia: A Randomized, Single-blind Controlled Study. J Pharm Pharm Sci. 2021;24:191-199. doi:10.18433/jpps31456.
Prager N, Bickett K, French N, Marcovici G. A randomized, double-blind, placebo-controlled trial to determine the effectiveness of botanically derived inhibitors of 5-alpha-reductase in the treatment of androgenetic alopecia. J Altern Complement Med. 2002 Apr;8(2):143-52.
Allkanjari O, et al. What do we know about phytotherapy of benign prostatic hyperplasia? Life Sci. 2015 Apr 1;126:42-56.
Berges RR, et al. Randomised, placebo-controlled, double-blind clinical trial of beta-sitosterol in patients with benign prostatic hyperplasia. Beta-sitosterol Study Group. Lancet. 1995 Jun 17;345(8964):1529-32.
Cicero AFG, et al. Nutraceutical treatment and prevention of benign prostatic hyperplasia and prostate cancer. Arch Ital Urol Androl. 2019 Oct 2;91(3).
12 de junho de 2026
01 de junho de 2026
25 de maio de 2026
18 de maio de 2026
14 de maio de 2026
04 de maio de 2026
ICosmetologia 2026. Todos os direitos reservados.