29 de setembro de 2026
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ICosmetologia
Consenso Internacional · JCD 2026
Um artigo publicado em 2026 no Journal of Cosmetic Dermatology reuniu 14 especialistas de 10 países e avaliou 44 ativos associados a diferentes tipos de procedimentos — lasers ablativos e não ablativos, radiofrequência microagulhada, ultrassom, microagulhamento, peelings e procedimentos injetáveis.
A intenção deste artigo não é criar uma regra pronta de prescrição pré e pós-procedimento, mas ajudar a entender quais ativos podem ser usados em conjunto com procedimentos e equipamentos, pensando em barreira cutânea, inflamação, pigmentação e recuperação da pele.
44 ativos
Avaliados por 14 especialistas de 10 países em diferentes cenários de procedimentos
Consenso Geral
Alguns ingredientes foram considerados adequados em praticamente todos os cenários avaliados: ceramidas, colesterol, ácido hialurônico, niacinamida, pantenol e peptídeos. Faz sentido do ponto de vista fisiológico — muitos procedimentos geram inflamação, estresse oxidativo e alteração temporária da barreira cutânea, por isso ingredientes ligados à hidratação, reparação e recuperação da barreira ganham importância.
Antioxidantes
A vitamina C apareceu muito bem posicionada no consenso, entre os ativos mais recomendados em vários momentos do tratamento. O ácido ferúlico também ganhou destaque, principalmente no pré-tratamento e no acompanhamento posterior — abrindo espaço para associações já conhecidas, como vitamina C + vitamina E + ácido ferúlico, quando o objetivo é complementar procedimentos que geram estresse oxidativo e inflamação.
Cautela Necessária
O consenso recomenda cautela principalmente com:
| Retinoides | Ácido glicólico |
| Ácido salicílico | Ácido lático |
| Ácido azelaico | Hidroquinona |
| Cisteamina | Peróxido de benzoíla |
Não significa que sejam ativos ruins — retinoides, por exemplo, aparecem entre os mais interessantes antes dos procedimentos e durante o acompanhamento posterior. Quando existe alteração importante da barreira cutânea, o potencial irritativo de alguns ativos pode aumentar, assim como o risco de inflamação e hiperpigmentação pós-inflamatória em pacientes predispostos.
Estratificação
Um laser ablativo de CO2 não provoca a mesma alteração cutânea que um ultrassom microfocado, um preenchimento ou um microagulhamento. Por isso, o artigo separa os procedimentos em grupos: equipamentos ablativos, equipamentos não ablativos, procedimentos sem ruptura importante da barreira e procedimentos que provocam alteração da barreira.
Conclusão
A ideia não é transformar o consenso em uma receita pronta, mas entender melhor como os ativos dermatológicos podem trabalhar em conjunto com procedimentos e equipamentos. O resultado de um procedimento não depende apenas do equipamento utilizado, mas também de como a pele é preparada antes, de como conduzimos sua recuperação e de quais ativos escolhemos ao longo desse processo.
Essa integração entre formulação e tecnologia é um caminho cada vez mais interessante dentro da cosmetologia.
Lucas Portilho — Farmacêutico, Especialista em Cosmetologia e Mestre em Ciências Médicas.
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